P O R T F O L I O

By: Tiago Zanoli

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Saturday, 23-Apr-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
CASACA

Mestre de congo, Zé Bento, tocando casaca.
"Chama-se casaca, no Espírito Santo, um instrumento idiófono, formado geralmente de um cilindro de madeira — numa de cujas extremidades se esculpe uma cabeça — escavado numa das faces, em que se prega uma lasca de bambu com talhos transversais, sobre os quais se atrita pequena vara ou haste de pau. Esse instrumento é também conhecido, entre os capixabas, pelos nomes de cassaco, canzaca, canzá, ganzá, caradaxá, reque-reque e reco-reco.

Entre as mais remotas referências a esse instrumento em terras do Espírito Santo encontra-se a do livro do Padre Antunes de Sequeira, Esboço histórico dos costumes do povo espírito-santense."

REFERÊNCIA:
SANTOS NEVES, Guilherme. Bandas de congos. Rio de Janeiro: MEC/Funarte, 1980. (Cadernos de Folclore, 30).


Friday, 22-Apr-2005 00:00 Email | Share | | Bookmark
JONGO DE SÃO BENEDITO

Porta-estandarte.
A presença das mulheres é marcante.
A presença das mulheres é marcante.
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Ritual em louvor a São Benedito, o Jongo tem mais de um século de encenação pelos negros devotos, constituindo a mais rica herança da cultura negra presente no folclore capixaba. É uma espécie de samba de roda do qual participam homens, mulheres e crianças e tem como principal característica a movimentação no sentido anti-horário. Como instrumentos musicais, os jongueiros utilizam tambores, reco-recos (cassacas) e caixas, na maioria das vezes, confeccionados artesanalmente pelos próprios componentes do grupo. O texto, que os negros cantavam em suas línguas de origem, foi modificado com o tempo até chegar à variante do português da comunidade Mateense. Havia um costume, remontando do tempo dos escravos de sair com um tambor e um oratório com a imagem de São Benedito, a percorrer as casas, pedindo esmolas e brindes para financiar os festejos. O Beatinho de São Benedito andava pelos matos com a imagem do Santo Protetor, batendo o tambor e anunciando a libertação do escravos. Conta a lenda que o Beatinho recebera essa missão do próprio São Benedito. Daí criou-se a tradição da " trajetória do tambor".

O jongo era uma "brincadeira" permitida pelos senhores, já que outros ajuntamentos dos negros, para os brancos, poderiam resultar em movimentos revoltosos. Assim preservou-se essa expressão folclórica até os dias atuais. Comemorada em dezembro uma das passagens mais marcantes da cultura mateense. Um mito de tradição e religiosidade transformam a festa num acontecimento ímpar da cultura capixaba. Danças, cantos e espiritualidade demostram com vigor a fé do povo.


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